TURISMO

COLUNA DE EVANDRO SANTOS: AS ENCANTADORAS PEDRAS DE MONTE ALEGRE

A melhor escolha que fiz nesse começo de ano foi conhecer o município de Monte Alegre, onde as belezas naturais e a simpatia do povo tornaram a viagem inesquecível.

Por Evandro Santos |

19/01/2022 às 22:03:00 - Atualizado há
Evandro Santos 2022 | Monte Alegre/Pa

Por ficar distante de Belém, não é comum planejar uma viagem para Monte Alegre, no oeste do estado. Confesso que só conhecia a cidade pelo mapa. Neste janeiro de 2022, decidi visitar familiares em Santarém e de lá dar uma esticada a cidades que ainda não conhecia na região. A princípio, pensei em Parintins (AM). Mas depois me convenci de que poderia valer a pena mudar de rota.


De Santarém, embarquei numa lancha rumo ao município conhecido por suas serras onde existem pinturas rupestres feitas há milhares de anos por indígenas. Não criei expectativas e pelo caminho fui curtindo cada canto do lugar. Depois de cruzar um trecho do rio Amazonas, a primeira parada foi no porto de Santana do Tapará. Dali em diante, a viagem seguiu pela PA-255 até a sede municipal.

Com ruas asfaltadas, sinalizadas e cheias de ladeiras, Monte Alegre é dividida em Cidade Alta e Cidade Baixa. A parte baixa fica mais perto do rio e é movimentada pelos estabelecimentos comerciais. A igreja matriz fica na parte de cima, na praça onde foi esculpido o nome da cidade com um coração no meio para o visitante tirar fotos. Perto dali fica um mirante com bela vista para o por-do-sol.


Os atrativos urbanos podem ser visitados em apenas um dia, mas o município preserva bonitas paisagens na zona rural. E para isso é preciso ter tempo e preparo físico para andar. No segundo dia de passeio, fui conhecer o Parque Estadual de Monte Alegre, onde ficam as serras com cerca de 400 metros de altitude, que foram pintadas com arte rupestre, desenhos antigos feitos por indígenas há 12 mil anos.


Ao todo, o parque oferece seis pontos de visitação, por meio de trilhas ingrimes de tirarem o fôlego. Tive condições físicas para andar em apenas dois pontos, a Serra da Lua e a Gruta Itatupaoca. O cenário natural do lugar é impressionante. No terceiro e último dia da viagem, fui à Cachoeira das Pedras, um lugar encantador com quatro quedas d'água. Fui encorajado e não resisti ao banho.


Essa cachoeira fica a 15 km da cidade. Para chegar ao ponto do banho, o visitante entra numa propriedade rural, sem pagar nada. Quem vai lá deve levar água e comida porque não tem venda por perto. Apesar do período chuvoso, no dia em que visitei a queda d'água, fez sol e ainda ganhei uma pequena pedra de recordação para usar como cordão, por meio de um gesto significativo de amizade.


Pena que a estadia em Monte Alegre foi rápida. Gostaria de ter ficado um pouco mais para andar por outros lugares e conhecer novas pessoas. Esse registro mostra que o Pará tem beleza e pontencial turístico para explorar com sustentabilidade e gerar renda aos moradores das diferentes regiões.


Depois dessa viagem, os montealegrenses conquistaram mais do que um simples turista. Eles ganharam um amigo.

Evandro Santos é jornalista, graduado pela Universidade Federal do Pará- UFPA
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